sábado, 17 de dezembro de 2016

Bullying


     O bullying é um termo da língua inglesa (bully = valentão) criado na década de 1970 pelo pesquisador norueguês Dan Olweus e se refere a todas as formas de atitudes agressivas, verbais ou físicas, intencionas e repetitivas adotadas por uma pessoa ou um grupo contra outro(s), causando dor, angústia e sofrimento.

     A violência no bullying ocorre sem motivação evidente e tem o objetivo de intimidar ou agredir outra pessoa sem que esta tenha a possibilidade ou capacidade de se defender, em uma relação desigual de poder, caracterizando uma real situação de desvantagem para a vítima. Neste caso, ela pode passar a ter medo/pânico de ir para a escola, faltando sistematicamente ou criando desculpas para não ir, como falar que está doente ou dizer que a aula foi cancelada.

     Além disso, no ambiente doméstico, sentimentos como raiva, impotência, insônia, enurese noturna (o famoso xixi na cama), dores frequentes de barriga ou de cabeça, sintomas depressivos e ansiosos e comportamentos que beiram o estresse e descontrole podem se tornar presentes, sendo importante considerar, inclusive, a possibilidade de abandono da escola e tendências suicidas nos casos mais graves.

     O praticante do bullying (bullie) é a pessoa autoritária que controla ou domina os demais membros do grupo e tem um ponto de vista preconceituoso sobre os outros, destacando aspectos não apenas da aparência física, mas também de dificuldades sociais (crianças tímidas) ou acadêmicas específicas.

    Mas não é só ele o participante desse tipo de abuso: há também os incentivadores e os observadores que se tornam “plateia” dos agressores – também é essencial que haja uma sensibilização das crianças e jovens para que percebam sua responsabilidade diante da situação ao serem coniventes com essas manifestações de poder. Ainda, deve-se destacar que os papéis de vítima e agressor são bastante flexíveis, já que quem sofre bullying em um contexto pode praticá-lo em outra situação.

     O bullying não é legal (em nenhum aspecto) e pode trazer muitos problemas no futuro para quem pratica ou sofre esse tipo de violência. Portanto, fique atento e ajude a evitar esses episódios, conversando sempre com seu(sua) filho(a) e desestimulando qualquer tipo de agressão.

Fonte: Conversando com os pais sobre como lidar com a Dislexia e outros transtornos específicos de aprendizagem. Instituto ABCD.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seguidores