quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Treinamento auditivo em crianças com perda auditiva 


     A perda auditiva unilateral pode ser um indicador de risco para alterações no processamento auditivo como um todo, especialmente nas habilidades auditivas de localização sonora, figura-fundo e resolução temporal.

     Até meados dos anos 70, a maioria dos profissionais de otorrinolaringologia e fonoaudiologia acreditava que a perda auditiva unilateral em crianças não pudesse afetar de forma significativa seu desenvolvimento da linguagem oral e escrita. No entanto, a partir da década de 80 muitos estudos começaram a sugerir que esse tipo de perda auditiva poderia trazer importantes prejuízos ao desenvolvimento acadêmico desses indivíduos. A partir daí, aumentou o interesse dos profissionais da área em investigar os possíveis riscos que a perda auditiva unilateral acarreta para crianças e adolescentes.

     Crianças com perda auditiva unilateral podem apresentar dificuldades de fala, linguagem e problemas educacionais. Essas dificuldades podem estar relacionadas às desvantagens que essas crianças experimentam pela falta da audição binaural. Esta proporciona: somação binaural, localização sonora, efeito de sombra da cabeça e liberação do mascaramento. Uma das vantagens mais importantes da audição binaural é favorecer a figura-fundo. O efeito imediato deste fenômeno é melhorar o reconhecimento de fala na presença de ruído ambiental, situação que é particularmente difícil para quem apresenta perda auditiva unilateral. Assim, muitos estudos têm mostrado que o fato da perda auditiva unilateral afetar o processamento da audição binaural, pode aumentar as dificuldades em compreender fala no ruído e causar dificuldades na comunicação como um todo.

     Portanto, é sempre necessário, após a adaptação do aparelho auditivo, que a criança passe por um acompanhamento multidisciplinar, e dentre eles o fonoaudiólogo esteja inserido para a estimulação das habilidades auditivas alteradas (treinamento auditivo) e estimulação de linguagem.

     Na terapia com foco na estimulação das habilidades auditivas o fonoaudiólogo poderá desenvolver tarefas de atenção, memorização, discriminação, sequenciamento, fechamento e resolução.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Fichas de leitura para download 



     Olá!

     Hoje disponibilizarei abaixo uma dica de fichas de leitura! Ela pode ser utilizada em diversos contextos de terapia como treino inicial de leitura, atividades de consciência fonológica (síntese silábica, segmentação fonêmica, síntese fonêmica), atividades de soletração, atividades para o treino de fala e muito mais!

     Segue o link para download: 



terça-feira, 27 de setembro de 2016

A importância da adaptação do aparelho de amplificação sonora individual nos primeiros anos de vida


     O diagnóstico precoce da deficiência auditiva em crianças, e o início da intervenção o mais cedo possível, são apontados como determinantes no desenvolvimento auditivo e de linguagem, com importantes implicações no processo de inclusão social e desempenho comunicativo.
     Muitos autores referem que, para um melhor prognóstico, o diagnóstico e a intervenção devem ocorrer antes dos 6 meses de vida, garantindo, assim, o melhor aproveitamento do potencial auditivo da criança. Além disso, interferem nesse prognóstico, o uso efetivo do aparelho auditivo ou Implante Coclear, as expectativas dos familiares, o grau de envolvimento com o tratamento e os aspectos relativos às condições socioeconômicas e culturais.
     O trabalho fonoaudiológico que visa à aquisição da oralidade tem sido um dos principais eixos de propostas clínicas para a criança com deficiência auditiva. Implica considerar suas particularidades na constituição do desenvolvimento social, emocional, psíquico e cognitivo, além de reordenar as situações de interação, favorecendo, assim, o modo de comunicação desse grupo de pacientes.
     Porém, para que esse ideal seja alcançado, é necessário que os pais das crianças com deficiência auditiva entendam o que buscam no Serviço de Saúde Auditiva, para fazer suas escolhas com clareza e discernimento, compreendendo as potencialidades de seus filhos e ajustando suas expectativas no decorrer desse processo.
     Os contatos da família com o fonoaudiólogo no processo de adaptação de Aparelho de Amplificação Sonora Individual (AASI) servem também para a explicitação dos objetivos do tratamento e das opções clínicas e educacionais disponíveis na comunidade. No âmbito da saúde auditiva, é fundamental esclarecer, ainda, a função do uso de amplificação para o desenvolvimento auditivo e de linguagem oral.
     A intervenção envolve diversos profissionais com capacidade de absorver e atender com cautela essa demanda de pacientes que precisam de atenção especial. Desta forma, é importante que o profissional da saúde tenha condições de perceber as mudanças que eventualmente ocorram no contexto familiar, as angústias diante do problema e as possíveis negações, para que possa contribuir no processo de reorganização da família diante do diagnóstico, acompanhando o desenvolvimento da criança.

Fonte:
MIGUEL, Juliana Habiro de Souza  e  NOVAES, Beatriz Cavalcanti de Albuquerque Caiuby. Reabilitação auditiva na criança: adesão ao tratamento e ao uso do aparelho de amplificação sonora individual. Audiol., Commun. Res. [online]. 2013, vol.18, n.3, pp.171-178. ISSN 2317-6431.  http://dx.doi.org/10.1590/S2317-64312013000300006.


quinta-feira, 22 de setembro de 2016

A importância da leitura para a fluência leitora em pacientes com Neurofibromatose tipo 1



     O que tenho percebido nos últimos anos que venho desenvolvido pesquisas e atendimentos a pacientes com Neurofibromatose Tipo 1 é uma grande dificuldade por boa parte das crianças em relação a “fluência de leitura”.

     Então o que vem a ser “fluência de leitura”?

     A “fluência de leitura” pode ser entendida como um conjunto de habilidades que permitem uma leitura sem embaraço, sem dificuldades em relação ao texto. Envolve questões tanto ligadas à composição do texto quanto à competência do leitor, isto é, uma boa interação entre esses elementos é que pode garantir que a leitura seja fluente.

     É muito comum encontrar nos pacientes com NF1 uma leitura lentificada, silabada e segmentada com comprometimento da compreensão do material lido. O foco da leitura muitas vezes é apenas na decodificação, sem atenção aos aspectos de fluência, como fraseamento, expressão e velocidade, que leva a uma leitura “robotizada” sem a devida atenção aos aspectos da compreensão e expressividade, que caracterizam, em conjunto uma leitura eficaz.

     Além disso, percebo que os transtornos de fluência de leitura interferem na autoestima do paciente com NF1, inibindo inclusive o seu gosto pela leitura, o que prejudica a construção do léxico ortográfico, que é fundamental para uma leitura fluente e proficiente. Cria-se assim um ciclo vicioso: problemas de fluência em leitura – pouca leitura – léxico ortográfico restrito – leitura pouco eficiente.

     O que tenho feito, com base nos últimos estudos realizados no Centro de Referência em Neurofibromatoses do HC UFMG, é associar o treinamento auditivo (treino dos aspectos da prosódia, principalmente) ao treino de leitura conjunta e compartilhada. Essas ações têm proporcionado resultados positivos quanto ao desenvolvimento da leitura!

     Abaixo deixo a referência sobre o estudo realizado no nosso Centro de Referência em NFs:

Batista et al., 2016. Treinamento auditivo acusticamente controlado em pacientes com neurofibromatose tipo 1. Disponível em: 

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Como proporcionar um ambiente facilitador de uma boa aprendizagem?



     Temos várias formas de entender a palavra ambiente. Normalmente, pensaríamos em um local. Aqui vamos ampliar esse conceito e integrar ao espaço físico os participantes das diversas situações de aprendizagem, o clima e outros aspectos que podem favorecer esse processo.

     No que concerne ao local, temos duas situações diferentes: o local de estudos e de realização de tarefas e os locais que podem propiciar aprendizagem de maneira indireta ou informal.

     Pensando no ambiente de estudos e de realização de tarefas, é importante que este seja o mais “limpo” (ou menos poluído) possível, ou seja, livre de muitos estímulos, como TV, videogame e outros objetos que possam distrair a atenção de seu(sua) filho(a). Também é ideal que esse ambiente seja bem iluminado e arejado e fique longe de locais onde há muito barulho, tornando- se um espaço tranquilo e convidativo.

     Não se esqueça de que qualquer medida que vise promover a aprendizagem de seu(sua) filho(a) é um passo importante que pode ajudá-lo(a) a vencer suas dificuldades. Por isso, fique atento a alguns detalhes como mostra o quadro abaixo:



     Como já foi mencionado, não é só o local que constitui um ambiente facilitador. A boa interação entre as pessoas também é muito importante. Favoreça um clima agradável entre você e seu(sua) filho(a), no qual ele(a) se sinta à vontade para perguntar quando necessário ou demonstrar seus conhecimentos. Tente colocar-se como parceiro e não como alguém que sabe mais ou só cobra bom desempenho.

     Nos momentos de estudos, procure criar um clima tranquilo e até divertido. Aprender pode ser bastante prazeroso. Tente aproximar os conteúdos escolares das situações do dia a dia. Deixe que seu(sua) filho(a) conte o que já sabe a respeito do tema de estudo, esclareça dúvidas e o (a) auxilie na organização das tarefas.

     Ajude seu(sua) filho(a) a descobrir de que forma ele aprende melhor. Talvez ele (a) recorde informações visuais, como desenhos, gráficos; talvez prefira ouvir gravações ou assistir a filmes. Cada aprendiz tem um estilo preferencial de aprendizagem e utilizar esses recursos durante os estudos pode ser muito eficiente para a aprendizagem.

     Quando seu(sua) filho(a) estiver desestimulado com os estudos, em vez de “passar sermão”, procure despertar sua curiosidade a respeito dos temas escolares. Procure filmes, livros, exposições ou até passeios que agucem a curiosidade e agreguem novas informações. Podemos aprender em diferentes ambientes e de forma divertida, se nos permitirmos ir para além dos livros escolares.

     É importante, ainda, valorizar os estudos e o conhecimento. Se você não acredita que estudar é importante, seu(sua) filho(a) poderá ter a mesma crença e não enxergar motivo para tamanho esforço. Conte para ele (a) como foi sua vida escolar e a importância dos estudos para sua situação atual.


Fonte:
Conversando com os pais sobre como lidar com a Dislexia e outros transtornos específicos de aprendizagem. Instituto ABCD.




terça-feira, 20 de setembro de 2016

Como lidar com o diagnóstico de um transtorno de aprendizagem?



     O diagnóstico de um transtorno pode ser inicialmente perturbador. Muitas dúvidas e medos podem surgir e cada membro da família pode reagir de forma diferente à situação. Em geral, as famílias que resolvem bem seus conflitos são as que melhor enfrentam um diagnóstico, pois são capazes de conversar e se apoiar.

     Logo após o diagnóstico, muitos sentimentos podem emergir: raiva, tristeza, arrependimento por atitudes e decisões anteriores, ansiedade em relação ao futuro da criança ou jovem, entre outros. É importante que todos possam se permitir sentir e até sofrer, para, em seguida, se encher de força e enfrentar as situações que um Transtorno Específico de Aprendizagem trazem para a vida da criança/jovem e sua família. Algumas atitudes são bastante benéficas para esse processo:

Converse com a equipe interdisciplinar que fez o diagnóstico e/ou com os profissionais que acompanham seu(sua) filho(a).
Procure compreender por que chegaram a esse diagnóstico, quais são os potenciais e dificuldades específicas do seu(sua) filho(a) e como será o tratamento.
Não tenha receio de perguntar, mais de uma vez, se for preciso.
Peça informações sobre o transtorno e orientações a respeito de como ajudar a criança/jovem.

Procure informações sobre o Transtorno Específico de Aprendizagem
Conhecer a dificuldade ajuda a diminuir a insegurança e o medo.
Reconhecer certas características de seu(sua) filho(a) pode auxiliar na compreensão de certos comportamentos.
É possível procurar informações e apoio em universidades, onde geralmente há clínicas-escola, ou buscar em seu município algum núcleo de atendimento ligado à área de educação e saúde.

Fale com seu(sua) filho(a) a respeito do problema.
Converse com a criança/jovem a respeito de sua condição.
Lembre-se de adequar sua fala à idade e à possibilidade de compreensão de seu(sua) filho(a).
Você pode ir aumentando a complexidade de informações e perguntas a medida que ele(a) cresce.
Nunca deixe de escutá-lo(a).
Permita que ele (ela) também expresse seus medos, dúvidas e angústias e o(a) acolha.
Esclareça que a condição dele(a) nada tem a ver com o quanto ele (ela) é inteligente.

Encontre ou forme associações ou grupos de apoio
Pertencer a um grupo pode ser reconfortante, pois percebe-se que outras pessoas passam por dificuldades semelhantes e não se está só.
A troca de ideias e experiências enriquece e beneficia a família como um todo.
Os pais podem sentir-se mais seguros e os filhos, mais bem compreendidos e amparados.
Além disso, esses grupos promovem maior conhecimento sobre o transtorno e fomentam a participação dos integrantes como cidadãos, incentivando-os a lutar também politicamente pelos direitos de seus (suas) filhos(as).


Fonte:
Conversando com os pais sobre como lidar com a Dislexia e outros transtornos específicos de aprendizagem. Instituto ABCD.


quinta-feira, 15 de setembro de 2016

A Bailarina (Cecília Meireles) – Atividade para download gratuito



     A atividade de hoje envolve um poema muito famoso da autora Cecília Meireles: “A bailarina”! A atividade é composta por um áudio e um pdf com as orientações. Com esta atividade o fonoaudiólogo poderá trabalhar em terapia: atenção auditiva, fechamento auditivo, memória auditiva, consciência fonológica, escrita e leitura!

     A atividade somente será enviada a Fonoaudiólogos, ok? Aqueles que já são cadastrados no blog receberão automaticamente a atividade para download gratuito. Aqueles que desejarem receber somente esta atividade basta me encaminhar um e-mail (pollyannabatista@hotmail.com) com nome completo e número do registro no Conselho de Fonoaudiologia que enviarei o link para download!

     Positiva terapia!


     Até a próxima semana! 

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Desenvolvimento de linguagem e cognição na Síndrome de Down



O desenvolvimento cognitivo de crianças com síndrome de Down segue o mesmo curso e sequência observados no desenvolvimento típico durante os primeiros anos de vida, porém ocorre de forma mais lenta e atrasada, com fases de transição mais prolongadas em determinadas habilidades.
Essas crianças apresentam consequente atraso no desenvolvimento de linguagem, com diferenças em relação à quantidade, qualidade e diversidade de gestos e palavras, quando comparadas a crianças com desenvolvimento típico.
A aquisição lexical ocorre de forma mais lenta nas crianças com síndrome de Down e geralmente apresentam vocabulário receptivo relativamente maior do que o vocabulário expressivo. Dificuldades de atenção visual e auditiva são frequentemente encontradas, contribuindo ainda mais para o atraso no desenvolvimento cognitivo e de linguagem dessas crianças.
Em função do déficit de linguagem expressiva, as crianças com síndrome de Down geralmente utilizam os gestos por um período de tempo mais longo, com o objetivo de se comunicarem de forma mais efetiva, enquanto ainda não conseguem se fazer entender por meio da fala. Após o início da linguagem oral, geralmente apresentam dificuldades específicas quanto à transição das combinações de gesto e palavra para as combinações de duas ou mais palavras, sendo frequente o uso de vocábulos isolados.
O desenvolvimento de linguagem é paralelo ao desenvolvimento cognitivo, porém tende a ocorrer de maneira mais lenta. Mesmo que a criança apresente idade mental de três anos, é previsto que seu desenvolvimento linguístico seja compatível com idades anteriores.
A estimulação precoce é fundamental para estimular as reais potencialidades de cada criança, independente do grau de comprometimento cognitivo que ela apresente. Não há como prever um limite de desenvolvimento linguístico para os indivíduos com Síndrome de Down. Sua capacidade cognitiva em conjunto com as estimulações que recebem em diferentes ambientes sociais irão determinar seu desenvolvimento dentro de suas potencialidades.


Ferreira, At; Lamônica, DAC. Estimulação da linguagem de crianças com Síndrome de Down. In: Lamônica, DAC. Estimulação da linguagem: aspectos teóricos e práticos. São José dos Campos: Pulso, 2008.p.179-197.Cap.10.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Apraxia de fala: você sabe o que é?



     A apraxia de fala é um distúrbio decorrente de lesão cerebral, da capacidade para programar o posicionamento da musculatura da fala e de sequencializar os movimentos durante a produção voluntária de fonemas.

     As condições etiológicas desse distúrbio incluem acidentes vasculares cerebrais, doenças degenerativas, traumas e tumores, desde que essas lesões centrais se localizem em áreas responsáveis pela sequencialização dos comandos motores da fala.

     Erros do tipo substituição, omissão, adição, repetição, prolongamento são esperados nesse quadro. Alguns estudos internacionais incluem a distorção como erro típico da apraxia de fala, no entanto observam-se controvérsias na classificação desse erro. Os autores nacionais classificam todos os erros que envolvem alguma característica fonológica (ponto, modo articulatório ou sonoridade) como erros do tipo substituição, inclusive aqueles que envolvem apenas o traço de sonoridade.

     Há um aumento da frequência de erros com o aumento da extensão das palavras, em palavras com encontros consonantais ou com fonemas fricativos. A vogais são articuladas mais facilmente do que as consoantes simples, que, por sua vez, são mais bem articuladas do que os grupos consonantais. Dificuldades com a prosódia (ritmo, sílaba tónica, e entonação) são previstas neste quadro.


Referências:

Planos terapêuticos fonoaudiológicos – Pró-Fono. Barueri, 2013.

Ortiz, KZ. Apraxia de fala. Distúrbios neurológicos adquiridos: fala e deglutição. 2.ed. São Paulo: Manole, 2010. P. 21-37.


Wertz, RT, Lapointe, LL, Rosenbek, JC. Apraxia of speech in adults. The disorder and its management. Orlando (FL): Grune and Atratoon, 1984.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Superando as dificuldades para ensinar a ler e escrever. As letras falam: metodologia para alfabetização.

Fga. Cristiane Lopes, Fga. Graziela Zanoni, Fgo. Jaime Zorzi, Fga. Mônica Martins, Fga. Pollyanna Batista


     O último dia do congresso “Brain Connection” teve uma palestra muito rica do fonoaudiólogo Dr. Jaime Zorzi sobre como superar as dificuldades para ensinar a ler e escrever, além do Dr. Jaime Zorzi apresentar a metodologia para alfabetização “As letras falam”.

     Como explicado pelo palestrante, há atualmente um grande desafio para se desenvolver a alfabetização nas crianças, e muitas devido a alguma causa acabam “criando” uma defasagem pedagógica enorme, muitas vezes chegando ao ensino fundamental ainda sem uma condição de ler e escrever na forma mais elementar.

     A metodologia de alfabetização “as letras falam” é uma proposta de ensino, com base em estudos científicos, com eficácia comprovada. Implica no desenvolvimento das habilidades de consciência fonológica com o objetivo de desenvolver a alfabetização.

     Abaixo deixo dois links de vídeos para quem deseja informações adicionais sobre o método!






quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Panlexia Plus – Método de reeducação para disléxicos



     No segundo dia de congresso do “Brain Connection” tive a oportunidade de participar da oficina “Panlexia Plus – Metodologia de reeducação para disléxicos” com a Maria Cristina Bromberg, do Estado do Paraná, que é Mestre em Distúrbios do Desenvolvimento e formadora do método aqui no Brasil.

Professora Maria Cristina Bromberg, formadora do método Panlexia Plus aqui no Brasil.

     A Panlexia Plus é um método de orientação diagnóstica e abrange também um programa de assistência pedagógica a pessoas com dificuldades específicas de linguagem, como a Dislexia. Este método é constituído segundo as características fonema x grafema do idioma português falado e escrito no Brasil e é o resultado de longos anos de pesquisas iniciados pelos pesquisadores Leonard Bloomfield (Yale University) e Pamela Kvilekval.

     O método Panlexia foi introduzido no Brasil, em Curitiba, no ano de 2004 em um evento realizado no Centro de Neuropediatria do Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná pela Associação Brasileira de Apoio ao Disléxico, de Curitiba. Atualmente fonoaudiólogos e pedagogos (e outros profissionais envolvidos com educação) podem fazer a formação no Método Panlexia que está disponível principalmente no Instituto Pamela Kvilekval em Curitiba com a professora Maria Cristina Bromberg. Outras informações sobre o método podem ser obtidas por meio do e-mail do instituto (institutopk@hiperatividade.com.br).

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Brain Connection – 1º Congresso Internacional de Neurociências e Aprendizagem da Infância e Adolescência



Olá!

     Na última semana estava ausente no blog pois participei de três dias intensos de aprendizagem e atualização no Brain Connection, congresso multidisciplinar sobre neurociências e aprendizagem. O congresso aconteceu em Belo Horizonte, nos teatros Francisco Nunes e Marília, e contou com palestrantes nacionais e internacionais das diversas áreas de atuação.

    No primeiro dia consegui acompanhar 4 palestras: “Transtorno do espectro autista: do diagnóstico ao processo de aprendizagem”, com o Dr. Felipe Guimarães; “Depressão na infância”, com a Dra. Ana Christina Mageste; “Mediação da aprendizagem e o desenvolvimento das operações mentais”, com a Ms. Júlia Eugênia Gonçalves; e “Cérebro conectado”, com o Dr. Alexandre Hatem.

     O segundo dia foi mais dinâmico, pois consegui participar de 2 oficinas: A primeira sobre “Panlexia plus – método de reeducação para disléxicos” com a Maria Cristina Bromberg do Estado do Paraná; e a segunda “Avaliação e intervenção em sala de aula: atendendo e mediando alunos com dificuldades” com a professora da UFMG Ângela Pinheiro. Além disso consegui ver a palestra do Dr. Clay Brites sobre “Síndromes neurológicas e aprendizagem”, a palestra da Simone Capellini sobre “intervenção precoce dos escolares de risco para dislexia, transtorno de aprendizagem e tdah”, a palestra da Ana Maria Campos sobre “discalculia” e da Dra. Márcia Guimarães sobre “Neurovisão: relação entre a visão e o sistema nervoso como importante campo de aprendizagem”.

     E para fechar o terceiro e último dia de congresso, consegui acompanhar a palestra da Marta Pires Relvas sobre “Neurociências da aprendizagem” e do Dr. Jaime Zorzi sobre “Metodologia de Alfabetização”.

     Enfim... foi extremamente enriquecedor o congresso! Amanhã comentarei “a fundo” sobre a oficina da professora Maria Cristina Bromberg sobre “Panlexia plus – método de reeducação para disléxicos” e na quinta sobre o “método de alfabetização – as letras falam” do fonoaudiólogo Dr. Jaime Zorzi!


Até!

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