terça-feira, 2 de agosto de 2016

Como colocamos o “universo” dentro do nosso cérebro?



     Você já percebeu que se pensarmos em qualquer coisa, podemos lembrar da sua forma, cor, som, cheiro, textura ou sabor?

     A visão, a audição, o olfato, o paladar e o tato são as portas de entrada para nosso cérebro do que percebemos no mundo. O cérebro, por sua vez, é um órgão fantástico, capaz de comandar nosso organismo, nossos pensamentos e nossa percepção do mundo, mesmo quando nem lembramos que estamos fazendo tudo isso.

     Assim como para dirigir um carro precisamos de um motorista, o cérebro é necessário para conduzir os movimentos e os pensamentos de um ser humano.

     Quando experimentamos um novo sabor de sorvete, sentimos o perfume de uma flor, ouvimos uma música ou o canto de um pássaro, sentimos uma suave brisa no rosto um arrepio nas costas, vemos o céu cheio de estrelas...

     ... ou seja, quando vivemos uma experiência que nos chama atenção, o cérebro registra essa informação do mesmo modo que se salva um arquivo no computador. Para isso, o cérebro marca o caminho que essas sensações percorreram desde que foram percebidas até quando atribuímos um significado a elas. E esses caminhos podem se cruzar, fazendo uma palavra ou experiência lembrar outra, que lembra outra, e assim por diante. Bola lembra jogo, jogo lembra futebol, futebol lembra copa, copa lembra campeão... e podemos continuar com muitas e muitas palavras.

     O cérebro humano não percebe o mundo em todos seus detalhes. A cada instante, podemos prestar atenção em algo em que ainda não tínhamos reparado.

     O cérebro recebe bilhões de informações a cada instante, vindas de todo o nosso organismo e do que está no ambiente. Para você conseguir pensar em paz, o sistema nervoso realiza uma seleção, informando somente as sensações que seu cérebro julgar importantes naquele momento. Isso permite que você se concentre em uma leitura quando está em uma sala de espera com pessoas conversando ao seu redor, ou conversa com um amigo enquanto está em uma festa com música e dezenas de pessoas conversando ao seu redor.

     ... Enfim, o cérebro é fantástico, não é mesmo?

     Até!


Referência:
Gielow, Ingrid. Escutação: treino auditivo para a vida. São Paulo, Thot Cognição e Linguagem, 2008.

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