quinta-feira, 28 de julho de 2016

Alterações da fala na neurofibromatose tipo 1




     O que tenho percebido bastante nos meus atendimentos a crianças com neurofibromatose tipo 1 (NF1) e tem sido as principais queixas dos pais quando me procuram são os atrasos e as alterações de fala!

     No início do desenvolvimento da fala é comum as crianças apresentarem omissões, substituições de alguns sons da fala, mas o que observo nas crianças com NF1 é que estas alterações se mantem além do tempo considerado “aceitável”.

     Estudos realizados no Centro de Referências em Neurofibromatoses de Minas Gerais evidenciaram que os pacientes com NF1 apresentam maior frequência de hipotonia da musculatura dos órgãos fonoarticuladores (língua, lábios, bochechas) que podem interferir na produção correta dos sons. Além disso 84% dos pacientes avaliados no nosso Centro de Referência apresentaram alterações no Processamento Auditivo, que resumidamente é como o “cérebro interpreta os sons ouvidos”. Se há uma dificuldade de compreender a forma correta dos sons, automaticamente a fala, que é um reflexo da audição, estará alterada.

     Portanto, fonoaudiólogos que atendem crianças com NF1 devem sempre incluir em suas avaliações iniciais uma avaliação completa do processamento auditivo e uma avaliação detalhada dos órgãos fonoarticulatórios. Assim haverá um melhor prognóstico! 

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Como o Distúrbio do Processamento Auditivo é diagnosticado? Testes comportamentais para avaliar a função auditiva central


    Não é possível demonstrar objetivamente a presença do distúrbio do processamento auditivo (DPA), uma vez que exames específicos como a ressonância magnética, não detectam os déficits funcionais. Este fato não só dificulta o diagnóstico, como favorece a negação da existência dos mesmos, segundo a interpretação de alguns profissionais.

     Alguns testes avaliam a audição objetivamente, como os potenciais auditivos evocados do tronco encefálico, podem auxiliar no diagnóstico do DPA, mas talvez apresentem resultados anormais em vários quadros que comprometem a função neurológica como um todo, e não só especificamente a audição. Podem revelar ainda resultados normais nos casos em que a disfunção auditiva afete estruturas mais próximas do cérebro.

     Pela complexa natureza do processamento auditivo central, nenhum teste pode ser elaborado de forma a avaliar uma de suas funções isoladamente, com exclusão de todas as outras; da mesma maneira, nenhum teste avaliará todas as habilidades do processamento auditivo de uma vez só, ainda que possam ser elaborados de tal forma que meçam de forma mais pesada um grupo de habilidades de processamento auditivo do que outro.

    Portanto, um grupo de testes comportamentais, associados a outras avaliações auditivas e exames de imagem, fornecerão um diagnóstico mais preciso do DPA!

Referência:
Knobel KAB, Nascimento LCR. Habilidades auditivas e consciência fonológica: da teoria à prática. Pro-fono. Barueri, 2010.

terça-feira, 26 de julho de 2016

As funções executivas e sua importância



     As funções executivas podem ser conceituadas como o conjunto de habilidades e capacidades que permitem executar as ações necessárias para atingir um objetivo. Elas incluem o estabelecimento de metas, a elaboração de uma estratégia comportamental, o monitoramento das ações adequadas e o respeito às normas sociais.

    As funções executivas são coordenadas pelo córtex pré-frontal. A região dorsolateral é responsável pelo planejamento e a flexibilização do comportamento; a região medial pelas atividades de automonitoramento e da correção de erros; a região orbitofrontal se encarrega da avaliação dos riscos envolvidos em determinadas ações e da inibição de respostas inapropriadas.

    O córtex pré-frontal tem um amadurecimento lento, que se prolonga até a adolescência. Paralelamente, existe um processo de desenvolvimento das funções executivas, cujo amadurecimento progressivo caracteriza muitos estágios identificados no desenvolvimento infantil.

     É importante impulsionar o desenvolvimento das funções executivas por meio do ensino de estratégias que o favoreçam. Elas devem estar voltadas para que os estudantes aprendam a planejar suas atividades, sendo capazes de estabelecer metas dentro de uma perspectiva temporal. Pretende-se que eles saibam não só buscar a informação utilizando os recursos existentes, mas que saibam, também, identificar as questões relevantes, fazendo inferências e generalizações. Devem ser capazes de identificar erros, a discrepância e a ausência de lógica, estando aptos a identificar e corrigir os próprios lapsos nas diversas matérias acadêmicas.

     O mundo moderno é muito diferente daquele em que nosso cérebro evoluiu. Hoje, nem sempre há um ambiente estruturado de forma adequada para o desenvolvimento das funções executivas. Esse é um problema que deveria ser levado em conta se quisermos realmente educar nossos jovens para uma vida útil e feliz.


Referência:
Consenza, RM; Guerra, LB. Neurociência e educação: Como o cérebro aprende. Artmed, 2011.





quinta-feira, 21 de julho de 2016

Fones de ouvido: uso inadequado pode prejudicar sua audição!


     É muito comum encontrar alguém no ônibus, nas ruas, nos lugares utilizando fones de ouvido, não é mesmo? A verdade é que os fones de ouvido estão cada vez mais presentes no cotidiano das pessoas, principalmente nos grandes centros!

     O acessório que se popularizou nos tocadores portáteis e celulares, tornou-se item de GRANDE necessidade para os apreciadores de música! No entanto é preciso de MUITA ATENÇÃO, pois o uso incorreto pode causar danos à audição!

     As células do ouvido, quando expostas a sons muito intensos por um período prolongado, trabalham de forma exagerada e “cansam”, como qualquer musculatura do corpo. Uma vez lesadas, estas células não têm reabilitação! O zumbido é um dos primeiros sintomas de lesão e é um alerta de que alguma coisa errada está acontecendo...

     Então vamos a algumas dicas para curtir o som sem prejudicar a sua audição!

1. Não fique horas e horas e horas seguidas ouvindo música pelo fone,
2. Deixe o volume na metade do volume máximo do aparelho,
3. Evite usar fones pequenos que encaixam no ouvido,
4. Observe se o som que sai dos seus fones não pode ser ouvido por pessoas ao seu redor.

     Sempre procure orientação médica se perceber alguma alteração na audição!


     Boa música!





quarta-feira, 20 de julho de 2016

A emoção e suas relações com a cognição e a aprendizagem


     Embora todos saibamos, intuitivamente, o que são as emoções e possamos dar exemplos delas, como alegria, raiva, medo ou tristeza, é comum haver dificuldade em conceitua-las ou explicar para que servem. As emoções são fenômenos que assinalam a presença de algo importante ou significante em um determinado momento na vida de um indivíduo. Elas se manifestam por meio de alterações na sua fisiologia e nos seus processos mentais e mobilizam os recursos cognitivos existentes, como a atenção e a percepção. Além disso, elas alteram a fisiologia do organismo visando uma aproximação, confronto ou afastamento e, frequentemente, costumam determinar a escolha das ações que se seguirão.

     Sem dúvida, as emoções são um fenômeno central de nossa existência e sabemos que elas têm grande influência na aprendizagem e na memória. Sabemos que nos momentos em que experimentamos uma carga emocional ficamos mais vigilantes e que nossa atenção está voltada para os detalhes considerados importantes, pois as emoções controlam os processos motivacionais. Além disso, sabe-se que a amígdala interage com o hipocampo e pode mesmo influenciar o processo de consolidação da memória. Portanto, uma pequena excitação pode ajudar no estabelecimento e conservação de uma lembrança.

     Contudo, é preciso lembrar que, por outro lado, as emoções podem ser prejudiciais, pois a ansiedade e o estresse prolongados têm um efeito contrário na aprendizagem. A própria atenção pode ser prejudicada por eles, sendo que, em situações estressantes, os hormônios secretados pela suprarrenal atuam nos neurônios do hipocampo, chegando a destruí-los.

     Por tudo isso, as emoções precisam ser consideradas nos processos educacionais. Logo, é importante que o ambiente escolar seja planejado de forma a mobilizar as emoções positivas (entusiasmo, curiosidade, envolvimento, desafio), enquanto as negativas (ansiedade, apatia, medo, frustração) devem ser evitados para que não perturbem a aprendizagem!

Referência:
Consenza, RM; Guerra, LB. Neurociência e educação: Como o cérebro aprende. Artmed, 2011.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Dica de software para o desenvolvimento de consciência fonológica


     Conhecendo as possibilidades de softwares e aplicativos disponíveis no mercado, torna-se possível aliar a terapia com a tecnologia. Esse olhar inovador pode proporcionar resultados terapêuticos mais eficazes e um número menor de desistências do processo terapêutico, pelo maior envolvimento do paciente. Muitas vezes, a criança apresenta-se cansada ou desmotivada ao longo da terapia. O uso de diferentes tecnologias mostra ser um atrativo para o paciente, despertando o interesse e a curiosidade, além do habitual, mesmo quando a prática da intervenção é realizada por brincadeiras ou jogos. O interesse pela informática é demonstrado cada vez mais precocemente pelas crianças, portanto, o uso de softwares específicos se adequa aos interesses infantis. Estudos mostram que a evolução da terapia é maior quando os pacientes são submetidos a diferentes tecnologias!

     Pensando nisso, a dica de hoje do blog é o software “Alfabetização Fônica Computadorizada”! O software utiliza um sistema de conversão texto-fala que visa o desenvolvimento de consciência fonológica e o ensino das correspondências letra-som que são fundamentais para a aquisição da leitura e escrita. O software é um instrumento interativo que apresenta diversas figuras coloridas e animações com exercícios para estimulação de habilidades de leitura e consciência fonológica. É apresentado em dois módulos: consciência fonológica e alfabeto!

     Dois estudos foram conduzidos, comprovando a eficácia da utilização deste software! Segue as referências para consulta:

Dias, NM. Alfabetização fônica computadorizada: usando o computador para desenvolver habilidades fônicas e metafonológicas. Psicol.Esc.Educ. Campinas, v.10, n.1, june 2006.

Hein, JM et al. Avaliação da eficácia do software alfabetização fônica para alunos com deficiência mental. Revista Brasileira de Educação Especial, v.16, n.1, p.65-82, 2010.



quinta-feira, 14 de julho de 2016

Dor de ouvido: por que viajar de avião incomoda tanto as crianças?


Quem de nós já não presenciou no avião alguma criança chorando? Então... hoje comentarei um pouco mais sobre isso! E por que as crianças choram tanto!

Então vamos lá! Este desconforto é chamado “barotrauma” causado pela diferença de pressão entre a orelha média (atrás da membrana timpânica) e o conduto auditivo externo (pressão atmosférica).

A tuba auditiva está diretamente envolvida com a fisiopatologia do barotrauma uma vez que tem como função equalizar a pressão no espaço da orelha média com o meio ambiente ao seu redor.

Existem diferenças da tuba auditiva de adultos e crianças, favorecendo o barotrauma nas crianças. A tuba auditiva da criança, em geral, é mais curta, mais “flácida” e mais horizontalizada, quando comparada com a tuba auditiva dos adultos. Esta diferença impede a troca adequada de gases entre a orelha média e o meio ambiente, favorecendo a entrada de secreção da rinofaringe em direção à orelha média... por isso a dor... por isso o choro.

Tuba auditiva da criança e do adulto

Então vamos a algumas dicas para evitar a dor de ouvido nas crianças pequenas:

* Mantenha a criança acordada durante a decolagem e aterrisagem. De algo que ela possa beber ou sugar, como o peito. O movimento da boca fará com que a tuba auditiva se abra, o que facilita a equalização do ar no ouvido médio.


* Mantenha o nariz da criança sempre descongestionado e higienizado!

* Antes da viagem certifique-se que a criança esteja com as vias aéreas saudáveis. Se o pequeno estiver gripado ou com rinite, o mais aconselhável é procurar ajuda médica para descongestionar o nariz.

Boa viagem!

Referência:
XI Manual de Otorrinolaringologia Pediátrica da IaPO. 

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Dislexia: sinais e sintomas nas diferentes etapas da vida



     A forma como as dificuldades se manifestam ao longo da vida nos indivíduos com Dislexia se modifica conforme o desenvolvimento e varia dependendo das interações entre as exigências ambientais, a variedade e a gravidade das dificuldades de cada um. Abaixo deixo algumas dificuldades que são percebidas ao longo da vida acadêmica!


PRÉ -ESCOLA
demora na formação de frases completas
persistência de fala infantilizada
troca de fonemas (sons) na fala
demora na incorporação de palavras novas ao seu vocabulário
demora para perceber ou produzir rimas
dificuldade em reproduzir uma história na sequência correta
atraso para aprender cores, formas e números
dificuldade em escrever e reconhecer as letras do próprio nome
problemas para contar e lembrar nomes de símbolos



ENSINO FUNDAMENTAL 1 (1º ao 5º ano)
• inversão da grafia de letras e números, escrevendo “6” em vez de “9”
• lentidão ao copiar o conteúdo da lousa
dificuldade para aprender as letras do alfabeto e a tabuada
dificuldade para planejar a grafia de letras e números
problemas ao soletrar, separar e sequenciar sons
dificuldade em escrever com a letra cursiva (de mão) por causa da preensão (forma de segurar) do lápis


ENSINO FUNDAMENTAL 2 (6º ao 9º ano)
tendência a inventar ou adivinhar as palavras
dificuldade de soletração
resistência em ler em voz alta
prejuízo na organização da escrita e planejamento de tarefas que exigem que cálculo de tempo
demorar a finalizar as tarefas ou se prejudicar ao dividir o tempo para realização de questões em uma prova, deixando respostas em branco
• dificuldade para compreender textos, piadas, provérbios, gírias, problemas Matemáticos


ENSINO MÉDIO
persistir com dificuldade para soletrar palavras complexas
tendência a problemas na compreensão leitora e na expressão escrita
vocabulário empobrecido
dificuldade para planejar e elaborar textos escritos, reproduzir histórias e entender conceitos abstratos


UNIVERSIDADE E VIDA ADULTA
é comum evitar atividades que exijam leitura ou matemática (mesmo estas sendo de lazer)
uso constante de estratégias alternativas para ter uma melhor compreensão do material impresso, como busca por áudio-livros e utilização de mídia audiovisual ou de softwares de texto-pronúncia ou pronúncia-texto.



Fonte:
Conversando com os pais sobre como lidar com a Dislexia e outros transtornos específicos de aprendizagem. Instituto ABCD.

terça-feira, 12 de julho de 2016

As experiências moldam a arquitetura do cérebro


     O vídeo "As experiências moldam a arquitetura do cérebro" foi produzido pelo Center on the Developing Child (CDC), da Universidade de Harvard, para explicar, com palavras e imagens simples, como as vivências de uma criança pequena têm impacto sobre a formação do seu cérebro e de sua capacidade futura para o aprendizado, o comportamento e as emoções. Esse vídeo faz parte do conjunto "Três Conceitos Fundamentais sobre o Desenvolvimento na Primeira Infância", composto por mais dois vídeos. A tradução e a adaptação para o português foram realizadas pelo Núcleo Ciência Pela Infância, composto pelo CDC, pela Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), pelo Insper Instituto de Ensino e Pesquisa e pelo David Rockefeller Center for Latin American Studies, também ligado à Universidade de Harvard. Vale a pena ver o vídeo!




quinta-feira, 7 de julho de 2016

Exercício para download gratuito para estimulação do “R Fraco (tepe)”




    
    Hoje disponibilizarei, somente para Fonoaudiólogos, uma atividade que elaborei com base no áudio da história “A arara Aurora”! Quem é cadastrado no blog receberá diretamente no e-mail:

1)      O link para download gratuito da história auditiva “A arara cantora”;

2) O link para download gratuito do pdf (orientações + pranchas com os desenhos) com 3 atividades que tem como objetivo: estimular a atenção auditiva para o som do R fraco, estimular o bombardeiro auditivo, aprimorar a comunicação inter-hemisférica e desenvolver a linguagem oral.

    A atividade foi elaborada seguindo evidências científicas do desenvolvimento auditivo e aquisição de fala. Fonoaudiólogos que desejarem receber somente esta atividade basta me enviar um e-mail (pollyannabatista@hotmail.com) com seu nome completo e número de registro no conselho de Fonoaudiologia que encaminharei os links para download da atividade!


quarta-feira, 6 de julho de 2016

Participação no Congresso sobre Neurofibromatoses 2016 em Austin, Texas/EUA 


Poster apresentado em Austin, Texas/EUA 2016


     Anualmente, em junho, sempre acontece o Congresso sobre Neurofibromatoses nos EUA, organizado pela Children Tumor Fundation, que reuni diversos pesquisadores das mais variadas áreas de diversos países. Em 2015 a conferência ocorreu em Monterey na Califórnia e estiveram presentes eu, o Dr. Nilton Rezende, a Dra. Juliana Souza e o nutricionista Márcio Souza. Este ano, a Conferência ocorreu em Austin, no Texas e estiveram presentes o Dr. Nilton e a Dra. Juliana que levaram 8 trabalhos desenvolvidos no Centro de Referências, entre eles o trabalho final do meu doutorado sobre treinamento auditivo em pacientes com NF1.
     Resumindo o trabalho apresentado em Austin, 22 pessoas com NF1 e 11 pessoas sem NF1 participaram do estudo e passaram pelo programa de treinamento por 8 semanas. Elas eram avaliadas antes de iniciar a intervenção e reavaliadas ao final do treinamento. Os pacientes com NF1 foram acompanhados também por um ano para observar se o treinamento desenvolvido se mantinha após o término das estimulações. O que pode-se perceber que os pacientes com NF1 melhoram com o treinamento auditivo e que essas melhoras se mantem por um ano. Estes achados podem contribuir para um melhor manejo para os pacientes que tem NF1 associado a alterações do processamento auditivo e dificuldades de aprendizagem e aquisição de linguagem.

Fonte:lormedico.blogspot.com.br


     Estamos atualmente escrevendo esses achados para serem publicados em uma revista científica para que possa beneficiar outros pacientes. Pacientes ou profissionais que desejarem mais informações a respeito do treinamento auditivo utilizado e da metodologia empregada podem entrar em contato comigo pelo e-mail: pollyannabatista@hotmail.com.

terça-feira, 5 de julho de 2016

O desenvolvimento da linguagem da criança




     Acompanhe sempre o desenvolvimento de linguagem do seu filho! Se surgir dúvidas, procure um fonoaudiólogo!

1 a 3 meses: Presta atenção aos sons e se acalma com a voz da mãe. Chora, faz alguns sons, dá gargalhadas. Observa o rosto, sorri quando alguém fala com ele.

4 a 6 meses: Procura de onde vem o som. Grita, faz alguns sons como se estivesse conversando e imita sua voz.

7 a 11 meses: Encontra de qual lado vem o som. Faz alguns sons. Repete palavras. Bate palmas, aponta o que quer, dá tchau.

12 meses: Começa a falar as primeiras palavras. Imita a ação de outra pessoa.

18 meses: Pede as coisas usando uma palavra. Já sabe falar umas 20 palavras.

2 anos: Consegue dizer frases curtas com duas palavras. Já sabe falar umas 200 palavras.

3 anos: É possível entender tudo o que ele fala, mas as vezes ele conjuga errado. Conhece cores.

4 anos: Inventa histórias. Compreende regras de jogos simples.

5 anos: Forma frases completas, fala corretamente.

6 anos: Aprende a ler e a escrever.


Referências bibliográficas:

Boone, D.; Plante, E. Comunicação humana e seus distúrbios. Ed. Artes Médicas, 1994.

Bee, H. A criança em desenvolvimento. Ed. Artes Médicas, 1996.

Frankenburg, WK et al. Manual de aplicação do teste de desenvolvimento Denver II, 1992.

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