terça-feira, 31 de maio de 2016

Decibel 10 th: Dica de aplicativo gratuito de apoio ao professor



    A dica de hoje é para os professores, mas também pode ser utilizado pelo fonoaudiólogo quando for em visita a escola! O aplicativo “Decibel 10 th” é um aplicativo gratuito que faz a medição da intensidade de um local. Pode ser utilizado, por exemplo, para medir o ruído em sala de aula ou medir a intensidade da voz do professor na posição que o aluno se encontra! Tem a versão para Android: https://play.google.com/store/apps/details?id=com.skypaw.decibel&hl=pt_BR e IOS: https://itunes.apple.com/br/app/decibel-10th-professional/id448155923?mt=8 para download!

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Temas 30 de maio a 03 de junho!


Foto: Art's in photos by Renata Narciso (Contatos: 31 986261900 ou 31 30634263)


quinta-feira, 26 de maio de 2016

Treinamento da memória verbal: como o Fonoaudiólogo pode ajudar?



     A memória verbal é a memória responsável pelo armazenamento temporário da informação para o desempenho de uma série de tarefas cognitivas. Esta memória consiste em um sistema de capacidade limitada, pois há um espaço finito para o armazenamento temporário enquanto ocorrem as tarefas de processamento da informação. O aumento da população geriátrica e as queixas referentes as dificuldades de memória nesta população, impulsionam o desenvolvimento de novas estratégias e recursos capazes de associar longevidade à qualidade de vida.
     Nos últimos anos a Fonoaudiologia tem tomado destaque em pesquisas que visam melhorar a capacidade de armazenamento de informações de natureza fonológica na memória verbal e também no desenvolvimento da capacidade de armazenamento e processamento de informações. Estes estudos comprovam que a intervenção fonoaudiológica pode ser uma grande aliada quanto ao impacto da perda natural da capacidade cognitiva e de memória, decorrentes do avanço da idade.
    Abaixo selecionei alguns artigos riquíssimos que podem auxiliar o fonoaudiólogo clínico no momento do planejamento terapêutico! São muito bons, vale a pena a leitura!

Netto, TM et al. Efeito de um programa de treinamento da memória de trabalho em adultos idosos. Psicol Reflex Crit, v.26, n.1, p.122-35, 2013.

Ball, K., et al. Effects of Cognitive Training Interventions With Older Adults: A Randomized Controlled Trial. Jama. 18: 2271- 2281, 2002.

Ball, K., et al. The Impact of Speed of Processing Training on Cognitive and Everyday Functions. J. Gerontol. B. Psychol. Sci. Soc. Sci. 62B: 19–31, 2007.

Brechmann, A., et al. Working Memory-Specific Activity in Auditory Cortex: Potential Correlates of Sequential Processing and Maintenance. Cereb. Cortex. 17: 2544-2552, 2007.

Bruel-Jungerman et al. Brain Plasticity Mechanisms and Memory: A Party of Four. Neuroscientist 13: 492-505, 2007.

Davis, M.H., Johnsrude, I.S. Hearing speech sounds: Top-down influences on the interface between audition and speech perception. Hear. Res. 229: 132–147, 2007.

On-line está disponível para download a dissertação da Viviane Neves (Programa para estimulação da memória de trabalho na terceira idade: abordagens modernas de treinamento). Segue o link: http://www.uva.br/mestrado/dissertacoes_fonoaudiologia/viviane_marques.pdf

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Diagnóstico diferencial para pacientes idosos com queixas de dificuldades de reconhecimento de fala



     Quem nunca ouviu as queixas: “você fala muito baixinho...”, “nossa... aqui tá muito barulhento!”, “não estou te escutando... repete!”. As principais queixas referidas pelos idosos diz respeito à dificuldade de compreensão de fala, principalmente em ambientes ruidosos. Algo que gostaria muito de comentar com este tema é: “Os sintomas acima exemplificados NÃO PODEM SER EXPLICADOS APENAS PELA PRESENÇA DE UM PERDA AUDITIVA PERIFÉRICA!!!”. Pesquisas recentes sugerem que dificuldades de percepção de fala podem ser também devido a um declínio no processamento auditivo temporal que está relacionado com a idade. Além disso, outros fatores associados ao envelhecimento como a atenção, memória, competência linguística e escolaridade, tem participação determinante no reconhecimento de fala.
     Então NÃO basta “COLOCAR UM APARELHO AUDITIVO E PONTO”! Deve-se fazer um diagnóstico do comprometimento auditivo periférico, do comprometimento auditivo central, e de funções superiores como: atenção, linguagem e memória para um melhor sucesso terapêutico.

     Abaixo deixo sugestões de instrumentos para a avaliação:

* Avaliação auditiva periférica (audiometria e imitanciometria);
* Avaliação do processamento auditivo (dicótico de dígitos, padrão de frequência e de duração sonora, memória sequencial verbal e não verbal, dicótico de dissílabos alternados – SSW);
* Função cognitiva: Mini-exame do Estado Mental (Bertolucci et al, 1994);
* Memória: dígitos ordem direta e inversa;
* Fluência verbal (exemplo: nomear em um minuto todos os animais que lembrar);
* Atenção: aplicar o questionário de atenção disponível no site www.tdah.org.br
* Linguagem: vocabulário de recepção e emissão.

terça-feira, 24 de maio de 2016

Organização de sequências lógico-temporais: sugestões de materiais para terapia


      É muito comum encontrarmos na nossa prática fonoaudiológica crianças com produção de histórias com menor complexidade sintática, frases com extensão reduzida e uso restrito de palavras de classe fechada como preposições e conjunções.
    Utilizar o sequenciamento de episódios, fatos ou cenas ajuda muito na estimulação das habilidades narrativas e também no desempenho social. Hoje discutirei um caso que atendi de um paciente de 6 anos com distúrbio específico de linguagem (DEL) e o “caminho” que desenvolvi com este paciente, referente a este objetivo (somente este objetivo, pois o planejamento terapêutico envolveu outros aspectos!).
     No início da intervenção, esse meu paciente tinha muita dificuldade de compreender ordens muito longas, por este motivo mostrei para ele as figuras que formavam a história que escolhi. Depois selecionei a primeira cena, fiz uma breve descrição, descrevi as cenas seguintes e solicitei ao meu paciente qual seria a segunda cena da história. O meu paciente teve muita dificuldade em identificar a cena correta, então descrevi novamente a primeira cena e as demais cenas mostrando-o se a cena descrita relacionava-se diretamente com a primeira ou não. Após desempenho satisfatório nesta tarefa, mostrei a ele outra sequência lógico temporal, com o mesmo número de cenas (3 cenas) e pedi para ordenar as cenas cronologicamente.
     Sugiro que inicie a intervenção com sequências lógico-temporais com poucas cenas, que retratem o cotidiano da criança (hora do banho, hora de dormir, etc) e aos poucos aumente o número de cenas. Ao final das sessões é sempre aconselhado relatar aos pais o que foi feito em terapia e solicitar que eles reproduzam a atividade em casa, para otimizar o aprendizado!
     Uma dica de livro que gosto muito de utilizar é o “Processando os sons 2” das autoras Flávia Rodrigues e Valéria Rimini. Este livro vem acompanhado das figuras e dos áudios! É ótimo e dá para estimular as habilidades auditivas!!!
Fonte: Livro Processando os sons 2 (Flávia Rodrigues e Valéria Rimini)

  Tem sequências lógico temporais muito boas disponíveis na internet. O site: www.monica.com.br/comics/seriadas.htm tem um material bacana disponível para download! Abaixo selecionei algumas sequências lógico-temporais com as referidas fontes, para que você possa acessar e imprimir! Boa terapia!








* As informações fornecidas neste blog devem servir apenas de orientação geral para um fonoaudiólogo e jamais devem ser substituídas pela consulta com um fonoaudiólogo habilitado no diagnóstico e intervenção para o distúrbio de linguagem.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Dicas de atividades de “nomeação rápida” para escolares com queixas de problemas de aprendizagem


     No Brasil, o índice de crianças com alterações de aprendizagem vem crescendo de forma acelerada nos últimos anos. Queixas referentes as dificuldades com a fluência de leitura, compreensão textual, dificuldades ortográficas e com o cálculo matemático são recorrentes. Aprender a ler e escrever não são processos que acontecem naturalmente e assim como outras atividades humanas demandam tempo e prática para se tornarem processos automatizados.
     Desde a década de 80, estudos têm enfatizado a relação entre os processos perceptuais, linguísticos e cognitivos envolvidos na leitura. Uma das habilidades mais estudadas internacionalmente neste período foi a NOMEAÇÃO RÁPIDA.
     Nos dias atuais sabe-se que o cérebro possui áreas específicas para várias funções e que a região occipital-temporal é uma área onde se processa o reconhecimento visual das palavras, e onde se realiza a leitura rápida e automática. Quanto mais automaticamente for feita a ativação dessa área, mais eficiente é o processo de leitura.
     Está disponível atualmente no meio científico e clínico o teste RAN, um instrumento de fácil aplicação e grande importância, pois funciona como uma ferramenta pra diagnosticar possíveis problemas de leitura. Quando há uma falha na habilidade de nomeação rápida, faz-se necessário estimulações orientadas por um fonoaudiólogo habilitado. Seguem algumas dicas:

1) Nomeação rápida de letras: Peça ao seu paciente que nomeie as letras o mais rápido que puder. Sempre anote o tempo que ele gastou e sempre estimule a reduzir o tempo.



2) O mesmo raciocínio descrito acima pode ser também feito com os “sons das letras”, os números e figuras!

* As informações fornecidas neste blog devem servir apenas de orientação geral para um fonoaudiólogo e jamais devem ser substituídas pela consulta com um fonoaudiólogo habilitado no diagnóstico e intervenção para o distúrbio de linguagem e aprendizagem.

Referências:
Denckla, MB; Rudel, RG. Rapid automatized naming of pictured objects colors, letters and numbers by normal children. Cortex, v.10, p.186-202,1974.

Ferreira, TL et al. Desempenho de escolares leitores no teste de nomeação automatizada rápida (RAN). Temas sobre desenvolvimento, v.12,n.69,p26-32,2003. 

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Como a “Prova de Estimulabilidade de Fala” pode contribuir para uma melhor conduta clínica?

     É muito comum na rotina do Fonoaudiólogo receber crianças com alterações na fala, caracterizadas pela inadequação na produção, percepção ou organização dos sons. Há atualmente diversos instrumentos de avaliação, como a Prova de Fonologia (Wertzner, HF, 2004), Avaliação de Inconsistência de Fala, Avaliação de Consciência Fonológica (Pereira, LD; 2004) e a Prova de Estimulabilidade de Fala (Castro, MM; Wertzner, HF; 2012).
     Hoje discutirei com maior ênfase a “Prova de Estimulabilidade de Fala”. Esta avaliação foi desenvolvida por Márcia Castro, com a orientação da renomada professora Haydeé Wertzner. Quando a criança com transtorno fonológico apresenta inventário fonético incompleto, há a indicação da “Prova de Estimlabilidade” para complementar o diagnóstico. A medida da estimulabilidade de fala visa detectar se os sons ausentes do inventário fonético da criança podem ser produzidos por ela por meio de imitação. Está relacionada à execução dos diferentes gestos necessários para a produção dos sons da língua.
     A estimulabilidade pode esclarecer a presença ou não de dificuldades de produção articulatória de um som ausente no inventário fonético. A criança mostra-se estimulável quando apresenta déficit na representação mental do som (em função da ausência do fonema em seu sistema fonológico), mas consegue produzi-lo a partir de um modelo imitativo. Por outro lado, a criança que apresenta uma dificuldade específica em produzir os gestos articulatórios necessários para esses sons mostra­-se não estimulável.
     A verificação da estimulabilidade de fala é muito importante durante a etapa de avaliação de fala e, consequentemente, para a seleção do som alvo que será trabalhado no início do processo terapêutico, principalmente nos casos de maior gravidade (em que há a substituição/omissão de vários sons).
     Nos Estados Unidos a estimulabilidade já é empregada com segurança na avaliação das alterações de fala por 95% do fonoaudiólogos! Portanto, deixo abaixo a sugestão de referências caso você queira acessar os protocolos e as orientações para as avaliações. Bom estudo!

Referências:

Castro, MM; Wertzner, HF. Estimulabilidade: medida auxiliar na identificação de dificuldade na produção dos sons. J. Soc. Bras. Fonoaudiol., São Paulo, v.24,n.1,p.49-56,2012.

Castro, MM. Descrição da estimulabilidade e da consistência de fala em crianças com transtorno fonológico. 2009. Tese (doutorado). Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo.

Skahan SF, Watson M, Lof GL. Speech-language pathologists’ assessment practices for children with suspected speech sound disorders: results of a national survey. Am J Speech Lang Pathol. 2007;16(3):246-59.

terça-feira, 17 de maio de 2016

Artigo comentado: “Programa de treinamento auditivo em portadores de zumbido”


     O artigo escolhido para ser resumido e comentado no blog esta semana é o estudo desenvolvido pela Daniele Tugumia e colaboradores da USP sobre o “Programa de treinamento auditivo em portadores de zumbido”, publicado na revista CODAS, volume 28 de janeiro/fevereiro de 2016.
     O zumbido é um som percebido pelo indivíduo sem que uma fonte externa o produza. Essa percepção está relacionada com o aumento dos impulsos elétricos que a via auditiva envia ao córtex cerebral geralmente como consequência de uma perda auditiva. A incidência no Brasil está estimada em aproximadamente 28 milhões de brasileiros sofram com o zumbido no ouvido, e considera-se que 17 % da população mundial tem o problema. Estes pacientes geralmente relatam barulhos semelhantes a chiados, apitos, barulhos de chuveiro, de cachoeira, de cigarra, do escape da panela de pressão, de campainha ou da pulsação do coração.
     Por ser um tema muito presente na vida clínica do fonoaudiólogo e este sintoma ser tão presente em consultório de otorrinolaringologia, o estudo da Daniela Tugumia et. al tem como objetivo verificar o efeito do programa de treinamento auditivo em portadores de zumbido na percepção deste sintoma. Participaram 12 pessoas com zumbido (média de idade de 34 anos), divididas em dois grupos: o primeiro que passou por um treinamento auditivo e o segundo grupo por treinamento visual (grupo controle). O treinamento auditivo constituiu de 8 sessões (40 minutos cada, uma vez por semana), o qual focou em atividades de ordenação temporal, resolução temporal, fechamento auditivo, figura-fundo, integração e separação binaural). Como resultado da comparação entre os grupos, pré e pós-treinamento nos testes comportamentais e eletrofisiológicos não se observou diferenças significativas pré e pós intervenção com o treinamento auditivo.
     Embora os resultados do estudo não tenham apontado uma resposta positiva do treinamento auditivo para o zumbido, ele "abre portas" para novas pesquisas e possibilidades de estudo para intervenção deste sintoma. O artigo completo pode ser baixado gratuitamente no link: http://www.scielo.br/pdf/codas/v28n1/2317-1782-codas-28-01-00027.pdf.








quinta-feira, 12 de maio de 2016

Dica para o treino da habilidade de fechamento auditivo associado ao treino ortográfico


Atividade para o treino da habilidade de fechamento auditivo associado ao treino ortográfico


     A dica de hoje do blog é como elaborar atividades que englobam treinamento auditivo associado ao treino ortográfico. Atendo uma paciente que na avaliação inicial apresentou alterações significativas nas habilidades de fechamento auditivo, figura-fundo, memória auditiva, ordenação e resolução temporal. Além das questões auditivas, na avaliação inicial havia um prejuízo na habilidade de consciência fonológica, alterações na decodificação, fluência de leitura e questões significativas quanto a ortografia. O exercício que planejei para a sessão envolve o reforço da habilidade de fechamento auditivo e foco no treino ortográfico. É uma atividade de nível AVANÇADO, portanto sugiro que atividades assim somente devem ser elaboradas após o paciente ter um bom domínio das habilidades auditivas e adequada velocidade e acuraria na leitura. Se a tarefa for muito difícil, corre-se o risco de desestimular o paciente e não atingir o objetivo.
     Trazer para a terapia atividades que o paciente gosta é uma forma de envolve-lo mais no processo terapêutico e certeza de um maior engajamento! A atividade para a sessão que elaborei tinha o seguinte raciocínio clínico: selecionei duas músicas, uma conhecida pela paciente (Música: Chocolate, do Luan Santana), e outra desconhecida por ela (Música: Quase sem querer, do Legião Urbana), sendo estas duas músicas com uma “velocidade” mediana, nem tão rápida, em tão lenta. Várias sessões anteriores essa paciente passou por estimulação ortográfica com palavras com CE/CI (tarefas com apoio visual e uso da memória lexical ortográfica) no qual está paciente apresentou domínio na escrita em atividades controladas. A atividade de completar as músicas foi para automatizar a escrita das palavras e seus derivados escritos com CE/CI, que anteriormente aconteciam com SE/SI. As músicas foram acrescidas de ruído branco bilateralmente para reforçar o treino da habilidade de fechamento auditivo.
     Ficou com alguma dúvida ou gostaria de sugerir algum tema? Mande-me um e-mail! pollyannabatista@hotmail.com

Atividade final



quarta-feira, 11 de maio de 2016

Leitura compartilhada: uma prática que dá certo!


     A leitura compartilhada ou colaborativa é aquele momento em que o professor e os alunos leem juntos um determinado texto e apresentam suas impressões e ideias a respeito do que foi lido. É considerada por alguns uma prática sem importância, mas segundo pesquisas recentes é uma prática que carrega um momento muito rico e de extremo aprendizado! 
    A pesquisa conduzida pela fonoaudióloga Soraia Romano-Soares na Faculdade de Medicina e na Faculdade de Educação da USP aponta o quanto a prática da leitura compartilhada amplia o repertório linguístico e vocabular, promove o desenvolvimento da compreensão da leitura crítica e contribui no desenvolvimento da produção escrita.
     Participaram deste estudo 60 escolares do quarto ano de uma escola estadual de São Paulo que passaram por 16 encontros semanais (o primeiro encontro era realizada a avaliação e o último a reavaliação), nos quais a cada semana era apresentada uma história e discutidas o tema do livro e as mensagens que são extraídas da história. Ao final da discussão direcionava-se o escolar a escrever outra história com o mesmo tema do livro do encontro.
      Veja abaixo a lista de livros utilizada:

Fonte: Romano-Soares et al., 2010.

     A avaliação inicial e final foram comparadas e constatou-se que houve um crescimento significante entre as fases inicial e final tanto na competência linguística e na produção escrita. Para saber mais sobre os procedimentos diagnósticos realizados neste estudo e as diretrizes realizadas em cada encontro acesse o artigo completo disponível em: http://www.scielo.br/pdf/pfono/v22n4/03.pdf. 

terça-feira, 10 de maio de 2016

Novo código de ética em Fonoaudiologia



     A 4ª edição do Código de Ética da Fonoaudiologia já está disponível para leitura e download no site do Conselho Regional de Fonoaudiologia da 6ª Região (CREFONO 6) (http://www.crefono6.org.br/codigo-de-etica). O novo código foi elaborado por membros do Sistema de Conselhos de Fonoaudiologia, norteada pela Declaração Universal sobre Bioética e Direitos Humanos da Unesco. Aborda os direitos, os deveres e estabelece as infrações dos fonoaudiólogos.
     Como há ultimamente um grande uso das redes sociais (facebook, instagram, twitter, snapchat, etc), acho interessante o fonoaudiólogo se ater ao capítulo X, que aborda além dos veículos de divulgação, informação e comunicação, o uso das redes sociais. Dúvidas ou informações adicionais podem ser sanadas pelo CREFONO 6 (Tel: 31 32443586 ou email: crefono6@crefono6.org.br).

Fonte consultada:
Código de Ética da Fonoaudiologia, publicado no site do CREFONO 6: www.crefono6.org.br

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Especial dia das mães: Você sabia que a audição começa antes do nascimento?



     Muitos pais acreditam que o desenvolvimento auditivo começa a partir do nascimento do bebê, mas já se sabe que a percepção auditiva tem início antes do nascimento! A partir do 5º mês de gestação o sistema auditivo do feto já está desenvolvido para que possa começar a receber estímulos auditivos. A voz da mãe, a pulsação do coração, a circulação sanguínea que acontece em volta do útero, os sons produzidos pelo estômago e intestino são fontes sonoras percebidas pelo feto. A voz humana é considerada o primeiro contato que o feto tem com o meio exterior! Um estudo desenvolvido pelo pesquisador Anthony DeCasper da Universidade da Carolina do Norte aponta que os bebês recém-nascidos conseguem se lembrar de histórias e canções que lhe são contadas repetidamente no decorrer dos últimos três meses de gestação. É fantástico este estudo! Deixo a referência para quem desejar mais informações: DeCasper, A.J., Fifer, W.P. - Of human bonding: newborns prefer their mother’s voices. 1980, ed. Science.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

DIID – O que é e qual a sua importância para o treinamento auditivo?



     
     É muito comum o fonoaudiólogo que realiza treinamento auditivo se deparar com uma assimetria entre as orelhas direita e esquerda nos resultados da avaliação do processamento auditivo. Até os nove anos é comum existir uma diferença entre as orelhas devido a maturação do sistema auditivo nervoso, mas se esta assimetria se mantem após esta idade é necessário orientação e intervenção fonoaudiológica.  No projeto de Doutorado que desenvolvi no Centro de Referência em Neurofibromatoses do HC da UFMG, me deparei muito com casos assim, que tinham repercussões significativas no desenvolvimento de linguagem, aprendizagem e no social. Então nestes casos utilizei uma técnica chamada Dichotic Interaural Intensity Difference (DIID), proposta por Frank Musiek em 2004, na qual se fixa a intensidade da orelha sobre treinamento e varia a intensidade da orelha oposta a fim de estimular a “orelha pior” e alcançar a simetria entre as orelhas. Utilizei esta técnica para o aprimoramento da habilidade de figura-fundo para sons verbais e não verbais.
     Esta técnica é segura e há evidências científicas da sua eficácia! Deixo abaixo a referência bibliográfica para consulta:

       Musiek FE. The DIID: a new treatment for APD. Hear J. 2004;57(7):50.

terça-feira, 3 de maio de 2016

“Letra feia” – Como o fonoaudiólogo pode ajudar?



     O que percebi nestes últimos anos atuando com pacientes com distúrbios de linguagem e aprendizagem é que a “letra feia” (nomeada assim pelos pais para a letra desorganizada e mal projetada na folha do caderno ou na folha sem pauta), muitas vezes vem adicionada a queixas referentes a fluência da leitura, atraso de linguagem, dificuldade de compreender conversas, déficit na aquisição do princípio alfabético ou dificuldades na redação. O processo de “escrever” requer uma série de operações cognitivas, como a percepção auditiva, visual, discriminação tátil e cinestésica. Portanto, antes de focar a intervenção terapêutica fonoaudiológica para adequar a legibilidade da escrita, sempre sugiro uma avaliação global (audição periférica, avaliação do processamento auditivo, avaliação de consciência fonológica, leitura e escrita). Como a escrita envolve diversos aspectos, também sugiro uma avaliação conjunta com médico, psicólogo e pedagogo.
     Atendi um paciente que chegou para mim com queixas escolares (notas baixas, letra ilegível), e que na avaliação inicial global apresentou além de comprometimento na habilidades motoras finas para a escrita, alteração no processamento auditivo. Portanto, inicialmente iniciei a intervenção para as alterações do processamento e posteriormente o plano terapêutico envolveu atividades de estimulação das habilidades percepto-viso-motoras.
     Veja abaixo os principais pontos que podem ser abordados por um fonoaudiólogo em pacientes com dificuldades de coordenação bimanual, comprometimento da destreza manual e comprometimento da habilidade motora fina:
1)      Velocidade visomotora;
2)      Coordenação visomotora;
3)      Destreza manual;
4)      Memória visual;
5)      Constância de percepção de forma e tamanho;
6)      Concentração visual;
7)      Memória de trabalho de longo prazo;
8)      Memória viso-espacial.

    Cada caso é um caso, portanto sempre procure uma equipe multidisciplinar para melhor orientação!

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