terça-feira, 19 de junho de 2018


[Infográfico] Coordenação e habilidades motoras: o que esperar em diferentes idades

As crianças e adolescentes se desenvolvem fisicamente com ritmos ligeiramente diferentes. Há, no entanto, marcos a serem observados em certas idades. Acompanhar o progresso do seu filho na coordenação física em diferentes idades pode ajudar a revelar possíveis desajustes.





Se você desejar receber este infográfico em pdf e em alta resolução encaminhe um e-mail para: pollyannabatista@hotmail.com

domingo, 17 de junho de 2018


Avaliação e intervenção Neuropsicopedagógica – Técnicas, diagnóstico e relatórios


Participei neste último sábado, 16/06, aqui em Belo Horizonte, do curso “Avaliação e intervenção Neuropsicopedagógica – Técnicas, diagnóstico e relatórios, ministrado pela Telma Pantano.

Telma Pantano é fonoaudióloga e psicopedagoga do Serviço de Psiquiatria Infantil do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (FAMUSP), Especialista em Linguagem, Mestre e Doutora em Ciências pela FMUSP, além de ter uma formação em Barcelona – Espanha.

O curso contou com um conteúdo muito rico, abordou as etapas de aprendizagem (processamento cerebral) que envolvem: sensação, percepção, atenção, memórias, linguagem, aprendizagem e funções executivas. Foram discutidos em quais etapas da vida há a formação mais intensa de sinapses, principalmente no período crítico, tanto para as questões visuais, auditivas e relacionadas as funções executivas. Houve um aporte relacionado ao conceito de inteligências e também sobre um conceito antigo da existência de “múltiplas inteligências”. Metacognição, alterações estruturais do cérebro, sono x aprendizagem, linhas teóricas de aprendizagem (comportamentais e cognitivas), além de casos clínicos foram também abordados.

A Dra. Telma Pantano provavelmente retornará a Belo Horizonte em outubro para outro curso. Creio que vale a pena não perder! Este último curso foi ótimo!

quinta-feira, 14 de junho de 2018


Habilidades motoras, cognição e aprendizagem


Em todo o mundo industrializado, e cada vez mais em nações em desenvolvimento, usar a linguagem para ler e escrever é simplesmente tão fundamental para o desenvolvimento de uma criança quanto usar a linguagem oral. Certamente, a linguagem oral forma a base sobre qual as crianças constroem habilidades de alfabetização. Entretanto, aprender a ler e escrever também tem a ver com as habilidades cognitivas e motoras das crianças.

Vendo a importância destas bases (motor – cognição) para a aprendizagem, uma nova série de textos sobre o tema será o foco dos próximos posts no blog!

Fique ligado, porque terá também muita atualização! Cadastre-se no blog para receber as atualizações diretamente no seu e-mail!

quarta-feira, 30 de maio de 2018


Atenção: interfaces à luz da Neuropsicologia e implicações para a leitura


A atenção é o mecanismo pelo qual nos preparamos para processar estímulos, enfocar o que vamos processar, determinar quanto será processado e decidir se demandam uma ação. Além disso, a atenção não é produto de uma única atividade cerebral, nem do funcionamento global do cérebro, e sim resultante da atividade interconectada de sistemas de redes neurais.

Sabe-se que a atenção é a base de todos os processos cognitivos. Assim, subjaz qualquer ato de aprendizagem, sendo também aprendida. A atenção permite recrutar recursos cognitivos para processar a entrada de alguns estímulos e informações em detrimento de outros, negligenciados ou descartados. É a porta de entrada ou o primeiro passo da cognição humana.

Dentre os tipos de atenção, pode-se citar a concentrada (ou sustentada) que diz respeito à capacidade do indivíduo para manter o foco da atenção em uma determinada tarefa, de forma consistente, por um período prolongado de tempo. A atenção seletiva é a capacidade de direcionar a atenção para um determinado estímulo e simultaneamente ignorar outros, resistindo à interferência de estímulos irrelevantes à tarefa (distratores). A atenção alternada é a capacidade de mudar o foco da atenção de um estímulo para o outro. Essa habilidade é necessária quando uma pessoa é obrigada a interromper uma tarefa e começar outra, ou para alternar rapidamente entre uma ou mais tarefas. A atenção dividida é a capacidade do indivíduo de realizar mais de uma tarefa simultaneamente, de atender concomitantemente a duas ou mais fontes de estimulação. Mais recentemente, a literatura ressalta a existência da atenção executiva, isto é, de uma atenção de maior esforço cognitivo, em caso de tarefas cada vez menos familiares e mais complexas.

Déficits atencionais interferem fortemente no funcionamento diário dos pacientes, pois podem dificultar insights, pensamentos ou ações, por exemplo. Além disso, distrações irrelevantes não são ignoradas. Muitas atividades diárias escolares, por exemplo, dependem da integridade das habilidades atencionais.

É importante ressaltar mais especificamente o papel da atenção executiva (top down) para que a leitura ocorra de forma efetiva. Essa função desempenha um papel fundamental no processamento da informação visual (inclusive no controle da própria movimentação dos olhos durante a leitura), na manutenção do foco em informações relevantes e na inibição daquelas irrelevantes. Sabe-se que na sala de aula, focar nos aspectos mais importantes da tarefa e manter-se nela, embora haja outros estímulos distratores no ambiente são indicativos de bom funcionamento atencional e preditores de dificuldades de aprendizagem.

Desta forma, é importante uma boa avaliação do componente atencional para que se possa compreender os aspectos deficitários nesse construto e relacioná-lo com outros domínios cognitivos, como a própria leitura e, assim, intervir de forma mais funcional.



segunda-feira, 21 de maio de 2018


Workshop Processamento Auditivo 19 e 20/05!

Turma 1 - 19/05

Turma 2 - 20/05


Qual imagem vem à sua mente quando você pensa em pessoas como Mahatma Gandhi, Madre Teresa de Calcutá, Nelson Mandela, Abraham Lincoln, Santos Dumont e Walt Disney?

Cada um desses nomes será sempre lembrado pelas contribuições que deixaram na história do mundo!

E “fonoaudiologicamente” qual é a imagem que vem à sua mente quando você pensa em fonos como Eliane Schochat e Liliane Desgualdo, ícones do processamento auditivo no Brasil?

Cada uma dessas fonos será sempre lembrada pelas contribuições que deixaram na história da fonoaudiologia, em especial na audiologia!

Desenvolver um material de estudo para o processamento auditivo e elaborar um workshop foi algo MUITO ESPECIAL para mim. Com certeza me senti uma pessoa muito melhor contribuindo com a expansão do conhecimento em Fonoaudiologia, em especial do processamento auditivo e linguagem.  Primeiro não me importou se sou “importante” como as pessoas que acima citei, o importante foi que com essa simples ação muitas pessoas serão beneficiadas com isso! Tanto fonoaudiólogos, quanto pacientes (se você pensar que cada fono que participou do workshop tem 5 pacientes em média, e se participaram aproximadamente 50 fonos, fazendo as contas, mais de 250 pacientes serão beneficiados com esse conhecimento compartilhado!).

Tem uma frase que gosto muito: “O que fazemos em vida ecoa pela eternidade”.

Gratidão as pessoas que participaram do workshop e a Fono Aprimorar que com destreza, carinho e dedicação organizou o evento!

segunda-feira, 14 de maio de 2018


Workshop Processamento Auditivo em Varginha/MG

Em junho será a vez de compartilhar conhecimentos em Varginha/MG! Depois do grande sucesso em BH (3 turmas formadas!), o workshop de processamento auditivo chega no Sul! Será realizado no dia 23/06 em parceria com a Fono Sul.

Venha com a gente! Mais informações com a Valéria Totti (35) 988474722 ou Patrícia Simone (35) 987029256.



sexta-feira, 27 de abril de 2018


Fundamentos básicos: a consciência fonológica


Certos aspectos do desenvolvimento da linguagem da primeira infância, tais como a taxa de crescimento do vocabulário, predizem com que facilidade uma criança aprenderá a ler e a escrever quando entrar na escola. Entretanto, um componente específico do desenvolvimento da linguagem da primeira infância – a consciência fonológica – parece ser importante. Consciência fonológica é a consciência de uma criança a respeito das regras que governam os padrões sonoros específicos à sua própria língua. Ela também inclui o conhecimento daquele sistema particular da língua para representar sons com letras.

Fonoaudiólogos tem agora evidências abundantes de que crianças fonologicamente mais conscientes aos 3, 4 ou 5 anos posteriormente aprendem a ler com muito mais facilidade. Além disso, ao se treinar crianças pré-escolares e do jardim de infância na consciência fonológica, suas habilidades de leitura no 1º ano melhoram!

Naturalmente, uma criança não tem que adquirir consciência fonológica na primeira infância. As habilidades fonológicas podem ser aprendidas no ensino fundamental por meio de instrumentação formal. Entretanto, inúmeros estudos demonstram que quanto maior a consciência fonológica de uma criança antes de entrar na escola, mais rápido ela aprende a ler. Ganhos maiores na consciência fonológica parecem ocorrer entre o quarto e quinto aniversário das crianças, exatamente antes da maioria entrar no jardim de infância.

Estudos constatam que muitas das atividades diárias que crianças pré-escolares realizam promovem o desenvolvimento da consciência fonológica. Por exemplo: aprender e recitar rimas infantis. Educadores também verificaram que usar esses jogos para ensinar habilidades de consciência fonológica a pré-escolares é tão efetivo quanto usar instrumentos mais formais, como cartões e listas de palavras. Também a leitura compartilhada contribui para o crescimento da consciência fonológica.

Crianças pequenas com boas habilidades de consciência fonológica frequentemente usam uma estratégia chamada ortografia inventada quando tentam escrever. Apesar dos muitos erros que cometem, as crianças que usam ortografia inventada antes de receber ensino formal em leitura e escrita têm maior probabilidade de se tornarem bons soletradores e leitores mais tarde na infância. Portanto, as evidências sugerem que uma das melhores formas de pais, professores de pré-escola e fonoaudiólogos ajudarem crianças pequenas a se preparar para o ensino formal em leitura é envolve-las em atividades que encorajem o jogo de palavras e ortografia inventada!


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